sábado, 30 de novembro de 2013

Pedras

Todas as tentativas
de idas ou vindas
ficaram no meio do caminho.
Quebras difíceis.
Pedras.
Mas Pedro Pedreiro resiste
às intempestivas da vida.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Felicidade

Ás vezes
Há momentos
Nessas horas perdidas no tempo
Á sesta
No crepúsculo
       ou
Juntinho a você.

Uma rede
O mar
Uma sede
Uma fome
Bem-querer.

sábado, 2 de novembro de 2013

Sexo

Quero olhos que olham para o mar.
Quero corpos que navegam
boiam
flutuam
que vão ao fundo do mar.
Emergem
a se olhar.
Nessa reflexividade
nada mais há.

Traços

Tudo que trago
são traços.

Traços no rosto da maturidade que se aproxima.
Lima o tempo os traços do primeiro amor
do primeiro beijo,
do teu sorriso largo.
O tempo sem ti
aqui.

Traços que ficaram na alma
das alegrias,
dos sofrimentos.
Traço a cada dia meu destino
até que a maré apague.
os traços dos meus passos.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O bonde

Esperando o bonde passar
onde demora a chegar.
Moro longe
aqui não posso ficar.
Espero o bonde.
Onde estou?

sábado, 19 de outubro de 2013

Asas

Preciso arrumar minha casa
minhas asas estão soltas, perdidas,
não sei como botá-las
para funcionar.
Jogadas com os outros brinquedos
esperando para serem doadas.
Encontrei, quero ficar com elas.
Podem servir neste novo contexto de minha vida.
Asas amassadas.
Fico olhando para elas.
imagino caravelas
velas
viram veleiros
varrendo meu terreiro de águas que não me dão mais medo.

sábado, 12 de outubro de 2013

Tango

Não vou fingir
Que não te conheço
Quando passar por mim.
Incrível
O que ainda sinto.
Não sei o que é.
Pagando o preço
Por ter amado.
É difícil assim.
Não vou fingir nem fugir.
Não vou mudar de calçada.
Não vou virar a cara.
Mas me dá uma saudade danada.
Só me resta cantar
Tango de Nancy.