quinta-feira, 7 de julho de 2011

Trajetória do prazer

                                           (Imagem retirada do site http://maineland.blogspot.com)

Uma praia
um chalé
uma fumaça
um nome
e Pipa.
Ripa na chulipa!

Falésias, morros e contornos.
A imensidão do mar
a me tragar,
extravaso no seu corpo.
Total "plaser"
Issso é que é viver.

(Escrito há muito tempo atrás quando vinha de Pipa)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os ridículos do amor

                                          (Imagem retirada do site http://com-limao.blogspot.com)

Ficar esperando um telefonema dele ou dela em pleno sábado. Depois de casados não sabem mais o que é andar de mãos dadas.Ciúmes descabidos. Pedir provas de amor. Transar só de manhã. Não achar outra mulher bonita, não achar outro homem bonito, pois ele ou ela ficam com ciúmes. Chamar de painho ou de mainha, principalmente naquelas horas íntimas. Uma cafonice! Um complexo de Édipo ou de Electra deve ser. Amor piegas, quero distância.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Questões

                                      (Imagem retirada do site http://macroscopio.blogspot.com)

1. Por que e pra que as pessoas precisariam num motel do exemplar do novo testamento? Pois há um motel em Mossoró que tem um.
2. Alguns médicos se acham Jesus; Aguns juízes se acham Deus. Frase de um taxista.
3. Por que e pra que tenho tantos relógios? Adoro ser escravo das horas, é? Os horrorosos despertadores já os joguei todos fora, só faltam os relógios.
4. Quem se vicia nas drogas é porque está inconformado com sua vida. Mas por que alguns fumam vez em quando e não se viciam? Vou ler novamente o artigo de Contardo Calligaris, esqueci o porquê.
5. Sempre exixtirão pobres?
6. O mundo é um funil.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O pico do Cabugi

acompanha meu olhar
o Pico do Cagugi.

Metade do caminho
Metade quer surgir.

Só assim sei:
Lajes próximo.

Surge inteiro
verdadeiro potiguar.

Meu coração ansioso
depressa quer chegar.

Deus do ar
dou mais uma olhada em ti.
 

domingo, 3 de julho de 2011

Fatalidades e educação

                                             (Foto: Juliana Lopes de Aguiar / VC no G1)

Já disse neste espaço que sou sugestivo à negatividades porque basta estarmos vivos para acontecer algo. Podemos ser vítimas de um raio e morrermos chamuscados; ligar a tv e sermos eletrocutados; atingidos por uma bala perdida a qualquer hora do dia ou da noite. Não estamos tranquilos. 
Em Natal uma cratera se abriu e engoliu um carro com duas pessoas dentro. Por sorte as moças conseguiram sair a tempo. Tudo isso devido às fortes chuvas do dia anterior. Calamidades e mais calamidades.
Toda atenção é pouco para não sermos engolidos pelos buracos ou raios que insistem em atravancar nossas vidas. Governantes nos oprimem, mandando voltar ao trabalho, ameaçando cortar ponto, depois de anunciarem um aumento de 34%. Acontece que não foi aumento, apenas uma forma dos salários se equipararem ao piso nacional decretado pelo MEC. O que nós já perdemos em anos anteriores sem reajuste não conta? A greve é mais do que justa e prova que a educação não é prioridade neste país.
Professores, alunos e pais deveriam sair às ruas de guardas- chuvas para se livrarem desses raios e lutarem até que nossos direitos sejam respeitados por todos que fazem a política, não só a governadora. 
Enquanto isso não acontece somos engolidos diariamente por buracos sem fim. Espero que a terra não nos cubra ou sobre pelo menos alguém para continuar a luta.

sábado, 2 de julho de 2011

Aquarela

                                           ( Imagem retirada do site http://www.devotosmirins.com)

Tons do inverno
provocações de pijama.

Tons do verão
provocações de cuecas.

Tons da primavera
Aquarelas de gemidos.

Tons do outono
provocações de ressacas.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Criança

                                         ( Imagem retirada do site http://www.buscatematica.net/crianca.htm)

A criança e o cordão umbilical
A criança e o leite
A criança e a babá
A criança e o ioiô
A criança e o Atirei o pau no gato
A criança e seus porquês
A criança e o circo
A criança e o parque.
O que vejo é a criança com rosto sujo de carvão
                  e seu olhar de fome.