sábado, 7 de fevereiro de 2015

Larguem meu braço
Criam rótulos para nós
cândidos
cínicos
ativos
passivos
mongóis
simpáticos
antipáticos
filhos da religião
democráticos ou não.
Será que não podemos ser tudo e não ser nada?
larguem meus braços
não preciso de laços
Por falar de flores
não tenho tantas cores
mas me visto
de amarelo
rosa
lilás e tudo mais.
Abandono devagarinho o azul e o cinza,
o coração não é vermelho

domingo, 18 de janeiro de 2015

Meus versos

Nos meus versos
não quero desejos,
nem ver no reflexo do espelho que cresci.
Nos meus versos nada quero,
só o verbo todo dia.
(Domingo, à espera de uma alquimia)


sábado, 17 de janeiro de 2015

Mulher na janela

Não quero mais procurar versos na lua,
                                                    nas estrelas.
Mas onde encontrá-los?

Já busquei nos pássaros
                  na noite
                  na madrugada.
Já busquei no sorriso
                  no olhar
                 e até no beijo.

Há poesia na voz da mulher
                 que canta na janela.
  

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Revirar

Descompliquemos 
um e outro
um ao outro.
Lindo é em espanhol:
Nosostros.
( Mossoró, no teu quintal)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O tempo

As semanas passam
e o frio aço do tempo
diz,"o inverno está chegando".
Compro agasalhos, cachecóis, assim fico bonito.
Edredons pra nós dois, pois à noite o frio piora.
Já é a hora. Agora se faz urgente.
O tempo me dói, mas não me corrói.
( Mossoró e lua bela) 12.08.2014