quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pne(eu)mático

                                       (Imagem rtirada do blog http://doseulunga.blogspot.com)

Tudo é frágil. Observemos os pneus. Por fora, borracha resistente. Aguenta asfalto, areia, buracos, lama, etc. Por dentro, precisa de uma câmera de ar para viver. Esta, frágil, fina , leve, mas também de borracha. Uma não vive sem a outra. A que fica dentro, a alma do pneu. Basta um espinho, mínimo, e o que é forte, seca. Remendos, até quando for preciso trocar. Um de cada vez ou tudo.
Qualquer semelhança com os seres humanos não será mera coincidência.
                                                                             ***

Pneumotórax
Pneus na barriga
É a vida.
Pinel de tanto rodar.
É a lida.

Pneumático matemático
mata a vida.
Tantas lidas
Tantas idas e vindas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Boletim do dia III

                           (Imagem retirada do blog http://meirelesmensagens.blogspot.com)

Véspera de 7 de setembro. Professora é sequestrada em Petrópolis. Leio no blog do Carlos Santos:"O que ele queria: o salário ou o cuscuz alegado?' Não me senti humilhado, ao contrário, que situação hilariante. Coitado do sequestrador. Deve ter confundido a professora com outra profissional.
Diante das declarações da governadora que não vai cumprir com o que ficou acordado durante a greve, sofremos por antecedência, sentimo-nos excluídos, então, todos na marcha dos excluídos amanhã no desfile do dia 7. Já disse não gostar desse número, não foi? Pois é, comemorar o quê? Os baixos salários, a exclusão da educação. o cuscuz alegado, a humilhação. Sabem o que o  governo realmente quer dizer? "Ponham-se nos seus lugares, além de miseráveis, ainda comem a merenda dos alunos." Perceberam como somos tratados pela sociedade, governo, MP e até amigos.
Mais uma vez, o tempo está fechado, não há como ser feliz, Quero encontrar Alice, seu o coelho, seu gato, o Marmota, o pássaro Dodô, o rato, a arara, a coruja, o pato e o macaco. Pelo menos seremos todos iguais, respeitando as diferenças. Chegaremos iguais na corrida e todos nós ganharemos prêmios.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Espelho meu

                                                         (O espelho falso, de Magrite, 1928)

Espelho
Olho mágico.
Espelho
às vezes falso.

Para alguém:
Espelho teus dissabores.
Espelho tuas mentiras.
Espelho tuas verdades.

 Alguém:
Espelho meu,
não me vejo.
Sou vampiro
ou minha alma está seca?

Para todos:
Existem seres que se ignoram
por hora, por agora, para sempre.
Adentre no meu espelho.
Faça de conta que é um coelho.
Alices, Claras, Clarices e seus pares masculinos.
Terão outro mundo que como o seu mundo precisa ser decifrado.
Não entrem até terem descoberto o seu mundo.

domingo, 4 de setembro de 2011

tempos de não-amor

                                        (Imagem retirada do site http://chrisvaliceli.blogspot.com)

Já houve tempos de amor?
Não.
Primeira e segunda guerras,
África,
América Latina.
Só sofrimento e dor.
G-7, Não gosto mais desse número.
Não gosto de quem dita regras.
Poucos ricos, muitos pobres.
Não, nunva houve tempos de amor.
Leiam Drumond e saberão disso.
Leiam Ferreira Goulart,
com mais raiva vão ficar.
Mundo sem solução, mundo sem som, confusão.


sábado, 3 de setembro de 2011

Estrela de brilho raro

                                                                       (A noite estrelada-Van Gogh-1889)


Stella brinca de amarelinha.
Caminha sobre as estrelas.
Stella sempre na dela.
Ela, uma das estrelas.
Luz, brilho, quimera
Stella era.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Comida

                                      (Imagem retirada do blog http://arquitetoamor.blogspot.com)

Encher o prato da vida.
Uma fruta afrodisíaca.
Água pra beber.
Água pra se banhar.
Cenouras, pimentões, cebolas
Dá pra se tornarem mais gostosos
Depende do calor do fogo
E da criatividade do jogo.
Enfeite-se de sushi
Assim como Samantha
Basta se incluí.
Encher o prato da vida.
Prático  e atrevido.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Manhã natureza


                                      (Imagem retirada do site http://www.movidoaalcool.com.br)

 Quero viver entre fadas e bruxas
Saltar vales dourados
Cachoeiras trepidantes
Me vesti de lama ardente
Me banhar em ouro fulgente.
Virar redemoinho
Acoplar com árvores e vento.
Matar minha sede
E voltar a dormir sedento.