sexta-feira, 16 de outubro de 2015

 Ruas luas nuas
                                                                               
                                                                                 te procurei pelas madrugadas
                                                                                 olhando o mar
                                                                                 Canoa
                                                                               
                                                                                 na rua da Donna Santa

                                                                                 no Boa Vista
                                                                                 entre um frevo
                                                                                 à toa

                                                                                 onde estava EU?
                                                                                 à proa

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Quero sustos de café da manhã na cama
Quero sustos de beijos após o almoço
Quero sustos de banho de chuva a dois
Quero sustos de bem-me - quer
Quero sustos de bem te vi
Quero sustos de você.
Mossoró 9/1/15
Poemas infantis I
- Dos jardins da bala de goma, toma.
Todas as cores são nossas.
Poema infantil III
No vagão da gelatina, basta um pequeno escorregão
e
Já estamos no trem da Tia Tina.

EU
Sou de lua.
Sou de ligar às 4 h pra quem gosto
Sou chato assim.
Sou nuvem à procura do céu
Gaivota querendo pousar
Sou vinho
Sou campari
Sou vermelho
tal crepúsculo beijando a noite pra fazer o dia.
Reinvento-me a cada monotonia,
mas queria ter nascido na Bahia.
Larguem meu braço
Criam rótulos para nós
cândidos
cínicos
ativos
passivos
mongóis
simpáticos
antipáticos
filhos da religião
democráticos ou não.
Será que não podemos ser tudo e não ser nada?
larguem meus braços
não preciso de laços
Por falar de flores
não tenho tantas cores
mas me visto
de amarelo
rosa
lilás e tudo mais.
Abandono devagarinho o azul e o cinza,
o coração não é vermelho

domingo, 18 de janeiro de 2015

Meus versos

Nos meus versos
não quero desejos,
nem ver no reflexo do espelho que cresci.
Nos meus versos nada quero,
só o verbo todo dia.
(Domingo, à espera de uma alquimia)


sábado, 17 de janeiro de 2015

Mulher na janela

Não quero mais procurar versos na lua,
                                                    nas estrelas.
Mas onde encontrá-los?

Já busquei nos pássaros
                  na noite
                  na madrugada.
Já busquei no sorriso
                  no olhar
                 e até no beijo.

Há poesia na voz da mulher
                 que canta na janela.
  

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Revirar

Descompliquemos 
um e outro
um ao outro.
Lindo é em espanhol:
Nosostros.
( Mossoró, no teu quintal)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O tempo

As semanas passam
e o frio aço do tempo
diz,"o inverno está chegando".
Compro agasalhos, cachecóis, assim fico bonito.
Edredons pra nós dois, pois à noite o frio piora.
Já é a hora. Agora se faz urgente.
O tempo me dói, mas não me corrói.
( Mossoró e lua bela) 12.08.2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Pensamentos

Depois da banho
ganho asas de Ícaro,
embora Dédalo me peça para não sonhar.

( Mossoró a espera do el niño) 
            ***

Meus botões- discursos indiretos livres.
(Mossoró em pleno rebu)
         ***

A vida é labirinto
Onde há muitos minotauros.

A vida é um istmo.
Para onde vou?
Escolho o mar ou a terra?
E ainda há o céu sobre minha cabeça.

A liberdade tem suas dores em qualquer escolha.
(Mossoró, noite fria e quente)  28/07/2014

As cerejas

As cerejas vicejam, Lígia Fagundes Teles, Caio Fernando Abreu. Enquanto isso, vejamos da janela a juventude de táxi. Sinto o cheiro delas. O bolo, coitado, contenta-se só com uma em cima dele. As cerejas, Lígia, Caio, sabem. Nós , não.


(Mossoró amena) Que horas são?

domingo, 20 de julho de 2014

Mãos

Estendo as mãos.
Entendes minhas traçadas linhas?
Não!!!
É M de Maria?
É M de Morte?
É M de Mistério?
Não.
É M de Marte. Somos todos de lá.
Mossoró, 18/07/14, 21: 10



sábado, 5 de julho de 2014

A Mente

Os espaços entram em contradição.
Todos
da alma da mente do corpo
o espaço sideral
animal
somos animais
animus anima
como encontrar?
Espaços feitos de aço
paradoxos da mente.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

(Di)vagando

Não sei como É.
Sei como tem SIDO.
Só sei que nas idas
a vida é uma escola.
Há voltas,
ainda bem, há voltas.
Mossoró, 17:02


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Passagem

Passeio pelo meus anseios,
não sei me encontrar,
não sei encontrar,
como também não me encontram,
mesmo deixando meus passos
na dura areia do tempo.

Pensamentos 2014

Minha casa era uma pensão. Recebíamos hóspedes de todas as cidades do Brasil e de todo lugar do mundo. Entretanto nunca consegui fazer amizades com ninguém. Saí de casa aos 19 anos para estudar num internato.Aqui, também,  não consegui fazer amizades. Sempre fui eu, os livros e eu.

domingo, 18 de maio de 2014

Divagando

No amor não há garantias, nem mesmo garantia estendida. Nada se troca, nada se devolve, nem mesmo o livro do Neruda. Tudo se joga fora, mas o que fazer das lembranças e dos lençóis? A porta se fecha. E as frestas?

                                   ***

Quando é que tua boca vai virar uma Roma profana e antiga em mim, desvendando as vias e meus monumentos em movimento. Quando é que tua boca chega a Roma, meu amor.
Edson. 17/05/14 às 23:43