Quero sustos de café da manhã na cama Quero sustos de beijos após o almoço Quero sustos de banho de chuva a dois Quero sustos de bem-me - quer Quero sustos de bem te vi Quero sustos de você.
Mossoró 9/1/15
Poemas infantis I
- Dos jardins da bala de goma, toma. Todas as cores são nossas.
Poema infantil III
No vagão da gelatina, basta um pequeno escorregão e Já estamos no trem da Tia Tina.
EU Sou de lua. Sou de ligar às 4 h pra quem gosto Sou chato assim.
Sou nuvem à procura do céu Gaivota querendo pousar Sou vinho Sou campari Sou vermelho tal crepúsculo beijando a noite pra fazer o dia.
Reinvento-me a cada monotonia, mas queria ter nascido na Bahia.
Larguem meu braço
Criam rótulos para nós cândidos cínicos ativos passivos mongóis simpáticos antipáticos filhos da religião democráticos ou não. Será que não podemos ser tudo e não ser nada?
larguem meus braços não preciso de laços
Por falar de flores
não tenho tantas cores mas me visto de amarelo rosa lilás e tudo mais. Abandono devagarinho o azul e o cinza, o coração não é vermelho
As semanas passam e o frio aço do tempo diz,"o inverno está chegando". Compro agasalhos, cachecóis, assim fico bonito. Edredons pra nós dois, pois à noite o frio piora. Já é a hora. Agora se faz urgente. O tempo me dói, mas não me corrói. ( Mossoró e lua bela) 12.08.2014
As cerejas vicejam, Lígia Fagundes Teles, Caio Fernando Abreu. Enquanto isso, vejamos da janela a juventude de táxi. Sinto o cheiro delas. O bolo, coitado, contenta-se só com uma em cima dele. As cerejas, Lígia, Caio, sabem. Nós , não.
Estendo as mãos. Entendes minhas traçadas linhas? Não!!! É M de Maria? É M de Morte? É M de Mistério? Não. É M de Marte. Somos todos de lá. Mossoró, 18/07/14, 21: 10
Os espaços entram em contradição.
Todos
da alma da mente do corpo
o espaço sideral
animal
somos animais
animus anima
como encontrar?
Espaços feitos de aço
paradoxos da mente.
Minha casa era uma pensão. Recebíamos hóspedes de todas as cidades do Brasil e de todo lugar do mundo. Entretanto nunca consegui fazer amizades com ninguém. Saí de casa aos 19 anos para estudar num internato.Aqui, também, não consegui fazer amizades. Sempre fui eu, os livros e eu.
No amor não há garantias, nem mesmo garantia estendida. Nada se troca, nada se devolve, nem mesmo o livro do Neruda. Tudo se joga fora, mas o que fazer das lembranças e dos lençóis? A porta se fecha. E as frestas? *** Quando é que tua boca vai virar uma Roma profana e antiga em mim, desvendando as vias e meus monumentos em movimento. Quando é que tua boca chega a Roma, meu amor. Edson. 17/05/14 às 23:43